Toda a pedra tem um vieiro por onde há de abrir. Bate ao lado e fica-te a gravilha.
Vieiro — palavra antiga: o veio que atravessa a rocha, e a linha por onde ela abre quando se lhe bate. Na Galiza, quer também dizer caminho.
Encontrar onde uma coisa abre. Depois saber para onde ir.
O Vieiro encontra a linha numa ideia — e faz o trabalho de a abrir.
O Vieiro trabalha com a equipa até a ideia ser também dela — até poder ser explicada por qualquer pessoa na sala, em qualquer das línguas em que tem de viver.
É nesse ponto que deixa de depender de uma pessoa e passa a ser mesmo da empresa.
O suficiente para responder pela coisa toda. Um interlocutor em vez de cinco, que costuma ser a diferença entre um projeto que se aguenta e um que se desfaz.
Antes de se decidir seja o que for, há um tempo de reparar — em como as pessoas já falam daquilo, no que a sala evita dizer, no que os clientes notam e ninguém escreveu. Quase todos os briefings descrevem o sintoma. É aqui que o problema aparece.
O que é medível mede-se: o que se lê, o que se ignora, o que vende, o que custa dinheiro sem se dar por isso. A intuição fica melhor quando é verificada, e uma decisão defendida com provas sobrevive à próxima mudança de direção.
Textos, design, filme, ecrãs, impresso, sites. Assessoria de imprensa. Campanhas que têm de vender, não só de ser admiradas. Sites de recrutamento e de employer branding para equipas internacionais. Em vários mercados e várias línguas, e em marcas que precisam de parecer da mesma família sem ficarem iguais.
Uma marca não se protege com um ficheiro do logótipo. Protege-se com normas que as pessoas consigam mesmo seguir, com saber o que muda de mercado para mercado e o que não muda nunca, e com uma equipa que percebe o raciocínio o suficiente para o defender sozinha.
Vinte anos, dezoito deles a produzir antes de dirigir — que é a razão pela qual aqui não se propõe nada que não se consiga fazer.
Quatro línguas de trabalho, que é a razão pela qual um texto é escrito para um mercado em vez de traduzido para ele.
Marcas que tinham de parecer da mesma família sem ficarem iguais — é daí que vêm as normas.
Um estúdio não é uma coisa fixa. É aquilo que aprende.
Aparecem ferramentas novas constantemente e a maior parte usa-se aqui — depressa, sem cerimónia, porque mudam o que uma pessoa consegue fazer. O que não muda é a parte que leva tempo: reparar, ficar com uma coisa, deixar que seja compreendida antes de ser resolvida.
O Vieiro está no início, e é claro quanto a isso. A forma que vier a ter há de vir do trabalho que lhe derem.
Diz o que estás a tentar resolver. Terás uma resposta honesta sobre se este é o sítio certo para isso.
Há trabalho para mostrar. Pede, e mostra-se.
hello@vieiro.ptPorto, Portugal